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Procurando me achar
Carrosel
A dança é a liberdade da alma!
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Procurando me achar
sexta-feira, 13 de novembro de 2009


...Eu tinha esquecido o quanto doía.......

Preferia nem lembrar...mas foi inevitável

Hora de viver a perda....pra depois reencontrar a esperança


Postado por Ventos do Pantanal às 17:48
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Carrosel
quinta-feira, 8 de outubro de 2009


Era melhor quando não tinha nada e ainda assim tinha um encantamento, um suspiro solto, um sorriso encantador;
Era melhor quando ainda era o flerte, a paquera, o mistério;
Depois que aconteceu, parece que se perdeu a magia, o enrubescer da face.
Quanto mais os dias passaram, depois, menos se alimentou o desejo
Quando tudo se resolve entre 4 paredes... e a céu aberto tudo volta a um não sei quê de falta de expectativas.
Não querer magoar;
Não querer envolver;
Não querer criar um talvez.
Não precisa de promessa,
Não precisa de certeza,
Precisa de carinho.
O carinho que esteve tão presente antes de tudo acontecer.
Precisa de um toque, um olhar, um nada mais que perceber e deixar acontecer.
Estranho.... quando mais uma vez se resume assim....em reticências...

Eu realmente não preciso de promessas.

Não quero que alguém morra de amores por mim.

Quero alguém que simplesmente me veja além do que eu mesma possa ver.

E que considere meus sentimentos, mesmo que não os possa corresponder.

Simples assim....

Complicado demais!


Postado por Ventos do Pantanal às 09:48
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A dança é a liberdade da alma!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Eu nunca fui muito chegada em academia, adoro esportes, mas não tenho paciência pra ficar em aparelhos, fechada num salão de lá pra cá, prefiro pegar minha bike e andar até um parque num domingo cedo, sentir o vento, o sol, fotossintezar.
Nada contra quem gosta, mas eu...

Já tentei algumas várias vezes freqüentar academia, em diferentes fases da minha vida. Na adolescência pra ficar paquerando os gatinhos, pós-separação pra mostras ao mundo que eu tinha a força e a mais recente foi pós-cirúrgica, pra equilibrar meu corpo, mas não deu certo, fui até o primeiro trimestre.

Além da academia, que eu não faço, e as vezes quando o tempo ajuda, ando de bike, meu prazer é movimentar o corpo, é dançar. E eu danço a noite toda. Sabe daquelas que “só vim pra dançar”? pois é, eu sou assim, eu vou pra dançar.

Sexta-feira eu fui dançar sertaneja/country, sábado fui pro pagode e domingo eu tava moída, mas dancei em casa com o aspirador de pó, o pano de chão...
E como já disse outro dia, eu me entrego à dança, o cara se souber levar eu vou fácil (na dança).
Eu não sei se todo mundo pensa assim, algumas gurias que conheço pensam mas eu percebo que tem tanta gente eu só vai pela azaração...é claro que eu paquero, é claro que eu curto mas eu não vou pra isso, se rolar ..rolou; Mas tem gente que ta na cara que só vai pra beijar, pra paquerar, tanto guris como gurias mas, isso não é da minha conta.

Eu elimino minhas toxinas, eu relaxo a musculatura, eu abro a mente pro som, pro ritmo, pra vida. Eu transpiro todas as minhas ziquiziras e inspiro toda a melodia que fica jogada no ar.
A batida da música ecoa nas batidas do meu coração e fecho os olhos, se o lugar tem espaço ahhh, me solta que eu quase posso flutuar, saio bailando; Se o lugar está muvucado tudo bem, eu fico ali no meu cantinho, sentindo toda a energia concentrada naquele pedaço que posso ficar e ainda assim, é movimento, é ritmo, é entrega.
A dança me transporta, a música me eleva a uma energia quase que transcendental...é fantástico, é mágico.

Olha, eu não sei se danço bem, eu não tenho técnica de passinhos marcados, o que eu tenho é uma sensibilidade à música e o resto eu deixo acontecer, pouco importa saber se está certo ou errado, pra mim, o que basta, é ouvir o que diz minha alma quando a encontro entre uma nota musical e outra.

E como diz Arnaldo Antunes*:
“O pé é a rotina da dança”.


* Não tenho certeza se a poesia é dele mas foi o que achei no google da vida.


Postado por Ventos do Pantanal às 11:54
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Salve Salve Antas
quinta-feira, 17 de setembro de 2009


Na terça-feira quando fui embora, no último ônibus da minha via sacra, que estava anormalmente vazio, tive uma grata surpresa: dois palhaços, pouco caracterizados mas muito divertidos, fizeram uma folia com os passageiros.
Houve quem torcesse o nariz, fingisse dormir...mas eu me diverti.
Claro que eu também tive uma primeira má sensação...”ai meu Deus, eles vão tirar esse narizes a qualquer momento e falar Mãos ao Alto pra todo mundo”...coisas desse tipo afinal, vivo em São Paulo...tem idéia de que morremos de medo de tudo e todo??!!!
Mas depois desse primeiro momento eu percebi que eram do bem e relaxei, comecei a prestar a atenção nas brincadeiras culturais dos dois.
Pela minha cabeça passaram várias coisas, que eles gostam do que fazem, que eles precisam fazer o que fazem, que os dois, que pode ser um meio de compensar algo e fui rindo e pensando, rindo e pensando....
Seria tão bom se todo mundo pudesse se doar um pouco pra fazer o outro rir né? Mesmo passando o envelope depois pra arrecadar agrados, o que logicamente eles fizeram, mas a doação dos dois foi incrível, simples e incrível. Foram pouco mais do que 20 minutos, mas o suficiente pra fazer algumas pessoas sorrirem; Poucos acordaram...mas dos que sorriram..todos sorriram e no final faltaram os aplausos, eu até tentei puxar mas pareceu um monólogo de palmas ...dei de ombros, nem ligo de aplaudir sozinha fiquei feliz por poder agradecê-los de um jeito tão singelo.
Pra descer é que foi engraçado, já sem a pouca fantasia que usaram, eles estavam meio perdidos, não sabiam em que ponto descer pra depois subir de volta e antes de saltarem em qualquer parte da avenida recitaram a oração da Anta, que coloco na íntegra porque o google também conhece a oração:
Para você que é esquecido, distraido, cabeça-dura, lerdo, dentre outros defeitos, seja devoto dessa santa.
Oração da Nossa Senhora das Antas

Peço força e dignidade para me levantar,
Peço inteligencia para não me rirem de mim,
Peço vosso conhecimento minha santa
Para que eu seja como você e releve tudo o que se passa
Obrigado por existir,
Pois sei que não estou só. Amém


Postado por Ventos do Pantanal às 17:20
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Quem sou eu...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Quem sou eu...

Sou o silêncio, sou a fala, sou o espelho da minha alma;
O cabelo liso, a pele corada, a unha vermelha;
Sou o medo do mar, mas o desafio de nadar;
Sou o fascínio pelo fogo, a rosa amarela, a arruda na fronha;
Sou o dormir de bruços, agarrada ao travesseiro;
A regra quebrada, a lágrima de alegria, a poesia sempre inacabada...
Em construção dia-a-dia.
Sou começo, sou meio, recomeço, nunca fim...
A garganta travada no filme de amor;
A gargalhada solta, os dentes expostos, a fotografia inesperada;
Brisa...furacão...temporal.....
O quadrado que insiste em entrar no redondo
Eu sou
Um pouco de tudo, tudo do nada, o vento, o tempo, a estrada;
A porta aberta, a luz acesa ou apagada, o vento no cabelo, a chuva no rosto..
No corpo...
No choro....
O copo meio cheio, a pipoca do cinema, a dança....ah a dança....
O suspiro, o respiro, a crença, o gato no colo, o filho na alma, o amor no coração....a fé...ah a fé!!


Postado por Ventos do Pantanal às 10:33
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Votos e cleros
quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Tem coisas que a gente acha que só acontecem nas novelas, nos filmes, nos livros...pois bem, nem tudo acontece só na ficção...

Ana é uma dessas mulheres que quando olhamos, percebemos no ato sua força bruta, sua garra, seu espírito de ir lá e resolver, fazer e acontecer, além da beleza natural.
Isso normalmente espanta e afasta algumas pessoas, principalmente homens que não conseguem conviver com essa independência nata, ou atrai homens sem atitudes, sem brilho, que precisam de alguém que os carregue e não sabem viver sem ser na barra da saia de tamanha força.

Ana é assim, afasta e ao mesmo tempo atrai. Mas por trás dessa força há uma mulher sensível a espera de um grande amor.

Depois de um longo casamento mal sucedido e de alguns vários casos mal resolvidos, Ana se apaixonou perdidamente pelo Eduardo.

Edu não é um homem comum, não é do tipo que vemos nas ruas de terno e gravata, ou no shopping num final de semana, no parque fazendo caminhada ou na balada bebendo, dançando e passando cantadas baratas.
Eduardo não passa cantadas, ele passa sermões, passa A palavra....Eduardo é padre.

E contradizendo todos os cleros e quebrando todos os votos, Edu também se apaixonou por Ana.

Se viram pela primeira vez na missa matinal, o som da voz dele encantou Ana e no primeiro olhar, na benção do terço, ao olhar pra ela...ele também se encantou.

Mas como tudo isso parecia loucura da cabecinha dela, ela resolveu não pensar, não imaginar e rezar pra se livrar dessa tentação.
Sua fé é inabalável, mas suas preces não duraram muito e no encontro casual na praça eles perceberam que seria impossível não se amarem.

O encontro aconteceu sem testemunhas, somente a Lua pode provar o que aquele sentimento provocava neles.

A castidade perdida sob o céu, a emoção contida há tanto tempo deu vazão aos beijos apaixonados, aos abraços apertados e ao amor...sem ser crucificado.

Depois do primeiro veio o segundo e o terceiro e hoje o pecado convive com eles quase que diariamente, mas, por que pecado? Por que amar pra eles pode parecer pecado? Amor é divino, amor é sublime então...por que pecado?

Infelizmente nem tudo que parece divino tem a conotação de bom para os outros. Pra eles, pecado é não viver esse amor.

Um amor sem juras, sem promessas, sem amanhã, sem perguntas nem respostas, um amor que completa, que a alma agradece.

Pros outros esse amor é vergonhoso, é pecaminoso e impuro.

Pra eles é o amor que fortalece, que enobrece que purifica o coração.

Ninguém sabe dessa história, ninguém pode saber além deles 3.....sim, dos 3, Ana, Eduardo e Deus que, com certeza, abençoa.

O que é mais engraçado é que, mesmo com a benção Dele, eles não podem gritar esse amor, mas..... pra que gritar quando o beijo cala?

Amém!


Postado por Ventos do Pantanal às 12:12
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Entre repolhos e abobrinhas
terça-feira, 11 de agosto de 2009


Coisas estranhas acontecem com todo mundo mas, parece que eu tenho o dom!

Sexta-feira é dia de relaxar, seja com amigos, com a família, dançar, dormir...
Eu fui passear com um amigo na última sexta, pra papear, dar risada e coisa e tal.
Encontramos mais uma amiga com amigos e a roda se formou, bebe daqui, petisca dali, o que a gente não fez foi ficar de boca fechada, nem pra falar, nem pra dar risada e aí as horas voaram.
Pra fechar a noite: fomos todos pra casa do amigo, tem música e mais bagunça pra encerrar a semana puxada...
Pois é, tudo isso seria normal pra qualquer pessoa mas....se essa pessoa não fosse eu. Se bem que, juro, não tive culpa, o amigo que morava lá perto não avisou então eu deixei meu carro na rua, perto do bar que era perto da casa...enfim, ficou lá, só que a bagunça foi até tarde e pra ninguém sair dirigindo por aí...
Acordamos 8 horas...bora pegar o carro pra ir pra casa....:
- Ai, esqueci de avisar...na rua onde você deixou seu carro...hoje .... é dia de feira....
- HÃ????? Como assim? Meu carro ta na feira??

Tava, eu fui conferir...olhei de longe e não tinha como não ver...o único objeto inanimado, vermelho...era meu carro, não dava pra confundir com uma melancia gigante.
Andei bem disfarçadamente pela feira...como quem não quer nada...me fingi de boba...passei, olhei e nem falei nada, vai que o feirante me taca uma beterraba na cabeça....
Lá estava meu carro, no meio dos repolhos, abobrinhas e couves-flores.
Fui, voltei...observei que colocaram metade dele na calçada....fecharam os retrovisores....tava lá.
Fiquei com cara de pastel...e nem vi a barraca de pastel.
Enfim, suspirei, dei um tchau sutil e....esperei a feira acabar pra resgatá-lo.
Meu coração ficou aflito, deixá-lo lá com estranhos, com verduras e frutas de procedência desconhecida mas...
Ele ficou bem, quando voltei era só sorrisos e ele me recebeu muito bem, funcionou e viemos pra casa...felizes para sempre.

Na próxima ele quer ficar perto da barraca do peixe..sabe como é, quem sabe ele pesca uma sardinha!?


Postado por Ventos do Pantanal às 17:28
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Café da manhã
quinta-feira, 6 de agosto de 2009


Ontem eu sentei pra tomar café com minha mãe, logo cedo, cedinho mesmo e eu adoro essa parte do dia porque a gente conversa um pouco, mas ontem eu não prestei muita atenção no assunto que ela falava, não por não estar agradável, mas sim por ter me perdido em pensamentos, olhando pra ela, o som da voz...
Fiquei admirando cada sílaba, cada gesto, cada expressão, cada ruga em seu rosto...
Percebi que o tempo passou, mas que ela continua linda.
Percebi que o tempo passou, e que isso nos leva da vida.... dia-a-dia.
Enquanto ela falava eu ia observando cada traço dos seus olhos, o contorno da sua boca, o sorriso ainda tão encantador...
Pensei no quanto de vida ela ainda tem, no quanto de vida ela já teve;
Das tristezas que fizeram parte da sua historia, das alegrias que superaram todas essas tristezas; dos sonhos que ela não conseguiu realizar; da realidade que nem sempre ela sonhou, mas que soube viver dignamente.
Queria tanto poder oferecer todo o conforto que sua idade e jornada merecem, mas nem sempre a gente pode tudo que deseja então eu ofereço meu tempo, minha atenção e mesmo quando as histórias são repetidas, e muitas vezes são, eu ouço. Mesmo quando não concordo com ela, eu ouço e procuro falar de um jeito que ela não fique triste porque ela triste me dói o coração. Ela doente me dói a alma porque dá medo de perdê-la.
As vezes fico olhando pro teto e pensando no quanto ainda terei de tempo com ela, porque esse é o ciclo da vida mas, e depois, o que eu faço? Como eu faço?
Então, antes que chegue o dia de aceitar a lei da natureza, eu procuro estar perto, beijar seu rosto, afagar seus cabelos, abraçar o abraço mais acolhedor do mundo porque essa é a missão da mãe, acolher....e eu me permito ser acolhida.
Quando ela soltou uma risada eu voltei pa nossa conversa e também ri, sem saber exatamente do que estava falando, mas sabia perfeitamente porque eu estava rindo, de felicidade por estar ali, mais um dia, ouvindo o som daquela voz.


Postado por Ventos do Pantanal às 10:03
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Viver Despenteada
sexta-feira, 3 de julho de 2009


Por mais que minha mente seja evoluída, ainda me chateia perceber certos pré-conceitos.

Séculos se foram e virão e em algumas situações ainda vejo o machismo que impera quando a gente vive livre e feliz e descarta qualquer possibilidade de falsidade.

Eu sou assim, eu danço, eu abraço , eu bj no rosto meus amigos, eu digo que amo todos eles, eu faço novos amigos e não me machuca tudo isso, mas parece que machuca os outros;

Parece que ser simpática e sorridente significa vulgaridade.

Não preciso podar meus sentimentos nem limitar meus movimentos pra agradar ninguém;
Sei dos meus valores e não os abandono só porque danço livremente com alguém que não conheço, dançar pra mim é expressão de alma, de felicidade, não é porque danço que vou sair com aquela pessoa.
Os olhares alheios e os “ós” sufocados na garganta de cada uma dessas pessoas que ficam me criticando, não me importam a ponto de me fazer perder o sono mas me indigna que alguém ainda possa julgar as pessoas pela aparência.

Bem, pagar minhas contas ninguém quer...
Agüentar meus dias puxados de trabalho no hospital, ninguém quer....
Contornar as emoções a flor da pele do meu filho pré-adolescente, ninguém quer...
Mas apontar mentalmente o dedo na minha cara e dizer: que mulher dada aí todo mundo quer.

Pois bem meus amigos, fica meu desprezo para os que insinuam tais apontamentos.
Minha felicidade e prazer pela vida ultrapassam qualquer tipo de comentário mesquinho e invejoso.
Quando deito minha cabeça linda e loira no travesseiro, durmo bem e tranqüila, em paz com meu espírito e meu coração e principalmente com Deus.
Acho que tem coisas muito mais “feias” nesse mundo do que ser simpática e gostar de viver.
Pelo menos eu não faço parte desse grupo.

Minha vida é muito mais do que isso, eu sou feliz e gosto de ver feliz os amigos que amo!

Tem uma conta vencida na minha gaveta, alguém se habilita??
Rs..

E pra quem quer aprender um pouco mais a se libertar desses pré-conceitos....:

VIVER DESPENTEADA

"Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora,
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique seria… e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita… ¡
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se,
Coma coisas gostosas,
Beije,
Abrace,
dance,
apaixone-se,
relaxe,
Viaje, pule,durma tarde, acorde cedo, Corra, Voe, Cante,
arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável,
Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...


Postado por Ventos do Pantanal às 08:36
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Cheiro de saudade
segunda-feira, 1 de junho de 2009


Eu parei em frente ao portão, depois de tantos anos passei por ali pra “rever” emoções.

Minha vontade era de entrar pelo portão e passar correndo pela porta de vidro fume, e chegar até o quarto dos fundos onde eu poderia pegar a boneca que eu penteava, os panos que minha vó bordava, as rendas, o ovo de madeira pra costura, as quinquilharias deles dois e até a bicicleta verde, com garupa, a mesma que me derrubou anos atrás.

Depois eu passaria voando pela porta da cozinha, com a tela verde pra proteger dos pernilongos, pra sentir o cheirinho de molho de tomate natural, saindo da panela e experimentando na colher de pau, depois que minha vó soprasse pra eu não queimar a língua. Eu ia sorrir e logo sair correndo de novo pro quarto do meu vô, me jogar na cama e abrir seus perfumes que ficavam na cabeceira, vidro por vidro...pra mim todos iguais, todos com cheiro de vô.
Em seguida eu ia sapecar na sala, apertar os botões da tv antiga, sentar na almofada em frente aquela maravilha eletrônica e mexer no móvel onde ela ficava, daqueles com portinha de vime, de correr, com furinhos, enfiaria meus dedinhos lá até meu avô aparecer e me olhar com a tentativa de um olhar sério pra me dar uma bronca. Daí eu fingiria que não fiz nada, ia rir e me jogar pra trás e ele diria: meniiiiina!

O almoço ficaria pronto, eu ia lavar as mãos no banheiro verde-azulado, pia grande, sabonete cheiroso, ia sentar na cadeira, meu avô do meu lado esquerdo, minha irmã do direito e a vó torta na outra ponta, o cheirinho bom, o gosto bom, a companhia sem igual....

E depois do almoço eu ia cochilar no colo do vô, na cadeira de esticar as pernas, embaixo do relógio de cuco e ia futucar a orelha dele e bagunçar seu cabelo branco, ele ia balançar um pouquinho até eu pegar no sono....

E então eu acordei desse sonho...voltei pra dentro do carro, o motor ainda ligado, a máquina não funcionou, vai ver não era pra eu tirar foto daquela que foi a casa de tantas risadas e brincadeiras, tanta saudade, tanto carinho.
Meu coração apertou de um tanto, deu um nó na garganta e eu pude sentir o cheiro de novo, cheiro daqueles tantos perfumes que tinham um cheiro só, cheiro de vô, cheiro de vó, cheiro de amor!


Postado por Ventos do Pantanal às 12:10
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