quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cachecol Vermelho

Aquela garoa fina, típica de São Paulo

Quando a gente olha pro céu e vê tudo cinza, nem uma brechinha de sol... 

nenhum passarinho ou esperança de uma nuvem de algodão... cinza, tons de cinza...

Mas mesmo assim, aquele sorriso no canto da boca insiste em aparecer 

Tem garoa nos meus olhos, mas consigo ver que tem um tom dourado por trás do cinza...

Roupas e guardas chuvas cinzas e pretos, eu penso:

"por que no inverno, ou quando chove, as pessoas se escondem atrás das cores escuras?"

Eu uso azul... um azul meio celeste, e um cachecol vermelho me aquece

Um quê de quem em tudo confia, de quem tudo espera que seja sempre bom, mesmo com 

os cinzas

Um dia tudo será transformado em cinzas, mas por enquanto 

eu quero as cores do arco íris, 

As 8 cores... sim, 8 cores... porque tem uma delas que só os anjos veem, e se eles veem, 

ela existe.

Eu acredito em anjos.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Um mantra de amor


Quando a gente tem filhos, nossas referências mudam, nossos atos e posturas passam a 

ser vigiadas e tudo, absolutamente tudo que fazemos se reflete e até compromete neles.

Mas quando o assunto é sentimento, nossas tristezas perdem a potencia diante de uma 

tristeza deles.

Assim como nossas alegrias se elevam a enésima potencia quando eles estão felizes. 

Deixamos de ter nome próprio pra ser a mãe de fulano, o pai de ciclano.

A dor de um filho, física ou emocional, atinge nossos corações como uma flecha. Mas o 

paradoxo dessa dor, é a força que nos toma o corpo todo, querendo fazer algo pra que ele 

se cure.

Eu confesso, muitas vezes achei que não fosse capaz de conseguir resistir aos momentos 

de tristeza pelos quais ele passou e ainda passa.

...meu filho tem os olhos mais expressivos que eu já vi nessa vida. Eles são, pra mim, 

literalmente os espelhos de sua alma e ver seus olhos tristes.....e não tristes porque não 

conseguiu ganhar um brinquedo, mas tristes na alma....é de uma dor descomunal.

É tão latente.... me enfraquece, mas me fortalece.....me desespera, mas me concede a fé, 

a fé que eu tanto prezo em mim, que propago...

Ver seu esforço pra não demonstrar a tristeza pra não me magoar....me emociona, mas eu 

vejo, olhando em seus olhos tão lindos, que ele suplica ajuda, que ele precisa de mim 

mesmo querendo que eu  não me aproxime, porque ele pode sucumbir a dor.

Dizem que mães tem a força de um leão pra proteger seus filhotes....estou alimentando 

minha alcateia pra não esmorecer.

Desistir não é uma opção, aliás, desconheço essa palavra.


O amor cura,  é meu mantra....e não vou parar até que seus olhos, tão lindos, voltem a 

brilhar, da mesma maneira de quando era um guri, meu guri, correndo pela casa, gritando 

de alegria com vontade de voar.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Tanque de roupas



Ah se eu ainda coubesse no tanque de lavar roupas... mergulharia não só 

meu corpo, mas também minha alma que anda necessitada de um banho 

pra limpar a vida adulta...

Ah se eu ainda coubesse no meu pijama de bolinhas....

Viajaria pros braços de morfeu pra uma noite de sonhos lindos, coloridos, 

com balões e nuvens pra eu poder voar entre eles....

Ah se eu ainda tivesse minha lancheira vermelha e o meu vestidinho amarelo 

de passear, poderia cheirar todos os perfumes, das flores, das pedras e até 

das paredes de vidros que protegem a parede revestida de canela...

Andar com os pés descalços no asfalto, correr pela areia e pular as ondas do mar.

Meu coração de menina, querendo a vida desbravar.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Em oração


Acordei num daqueles dias cinzas por dentro, me esforçando para pegar a paleta de cores, 

fazendo um mantra para que as pessoas ao meu redor não sintam os tons de cinza....

quase cai naquele sono forçado, proposital, para as horas passarem e o dia igual a tantos outros, acabar....


Deixo salgar minha boca...brigo comigo mesma...onde guardei as garras que vida me deu? 


Onde encaixotei a esperança pelos dias de sol?


De um salto....saltei...


Tomo banho, lavo os cabelos, seco, penteio, faço do meu jeito..mais um gole de cafe.


Cavuco meu âmago...descubro arestas que ainda brilham....meus fragmentos...um traço de vontade.

Olho no espelho, me ajeito, fotografo.... uma mensagem pra mim mesma, meu sorriso 

desbotado brota e agora colore com o batom vermelho.


Rezo...


De novo rezo...


Amem. 


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aos ventos que sopram.

Lembro-me perfeitamente de ficar espiando pela fechadura da porta do quarto, a TV ligada na sala....

Meu pai não deixava a gente ficar vendo tv até tarde e nem os programas que ele via...era determinada hora e íamos pro quarto brincar e em seguida, dormir.
Mas sabe como é criança no auge dos 6, 7 anos....curiosidade em carne e osso...a gente brincava, parava, espiava e voltava a brincar...De vez em quando, ou ele ou minha mãe, abriam a porta pra ver o que estávamos fazendo no quarto....pensa no susto de quem estava fazendo arte...ou da brincadeira ou da espionagem...

E então as coisas foram mudando e a gente foi crescendo, meus pais se separaram, as portas fechadas deixaram de existir (eu nunca gostei de portas).

Passamos pro outro lado da porta e viramos espectadoras dos programas que queríamos ver, sem espionagens mirabolantes....sem sustos...

E a vida nos engoliu....quando olhei pra mim, dias atrás, vi meus 43 anos estampados no espelho e as lembranças do quarto dividido com minha irmã vieram latentes...

Como passou tão rápido?? Onde eu estava nesses 43 anos??

Aqui...bem aqui dentro de mim, ao meu lado, atrás de mim e à minha frente ..... muitas vezes trombando em mim mesma...outras tantas vezes correndo de mim, mas sem nunca conseguir fugir dos meus rastros.

Mas, também, muitas vezes corri pro meu próprio abraço, onde eu sabia que era o único lugar que jamais eu perderia na minha vida...seja por desencontros ou por mortes do ciclo da vida...meu abraço seria meu refugio único e eterno, onde ninguem tem o poder de tirar de mim, a não ser eu mesma.

Me abracei diante do espelho, como sempre faço nos meus aniversários, e chorei... de tristeza, de alegria, de emoção e sentimentos tumultuados causados pela vida...essa mesma vida que me traz os 43 anos, mas que me rouba o fôlego muitas vezes durante os dias.

Feliz aniversário, mocinha.....que seja um lindo ano em sua vida...como tantos e todos os que você já viveu.

Olha quanta coisa boa você pode declamar ao vento!!!!

Seus sorrisos incontáveis, suas risadas e gargalhadas, suas emoções e seus amores...ah o seu amor.....brinde o seu amor, menina, ele te acolhe, agasalha e conforta nos dias frios, mas te refresca nos dias de calor...brinde finalmente seu eterno amor.

E brinde também suas lágrimas, elas regam seu jardim, te dão o solo fértil de emoções e sensações sem fim...até que o fim um dia chegue....tomara que demore.

E enfim, você não precisa mais espiar pela fechadura da porta do quarto....você tem um mundo inteiro  escancarado pra desfrutar e irrigar, fazer florescer o que durante esses anos você plantou.

Parabéns pra mim.

13, abril, 2017.


domingo, 19 de março de 2017

Eu acredito em felizes para sempre

E la se vai o primeiro ano do resto de nossas vidas.

Ainda sinto a emoção da manha quando assinei aqueles papeis e, de livre e espontâneo amor, oficialmente me tornei sua esposa.

Aos olhos dos homens, mulheres, cachorros, gatos e papagaios, nos casamos, mas aos olhos de Deus, nos selamos a mais bonita das declarações.

Nosso reencontro finalmente carimbado e nossa união eternizada.

E naquela mesma noite eu pude desfrutar das mais belas sensações.

O tic tac do relógio comunicando que estava chegando a hora de caminhar suavemente ate você para celebrarmos e brindarmos nosso amor.

Casar com você foi magico. 

Desde o sim ao seu pedido, ate o sim no altar, cada lembrança me comove. 

Cada ponto divergente, cada gargalhada espontânea das minhas inocentes mancadas ao vestido dos meus sonhos...

As cores, sabores, cheiros e sons mais lindos.....

Eu digo sim todos os dias, mesmo quando você não ouve.

Digo sim pro seu amor

Digo sim pra nossa união

Sim pra nossa parceria

Sim para as manias e defeitos

Sim para as insuperáveis perfeições....

Digo SIM, eu aceito viver com você na terra e onde quer que seja...

Digo sim desde sempre e para sempre.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Gatito...o gato

Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por gatos.
Mas nem sempre foi assim.

Quando eu era mais nova eles não gostavam de mim...não sei por que?...na verdade eu acho até que sei...eu esbudegava muito, eu queria sempre virá-los de barriga pra cima pra procurar pulgas e ficar futucando….acho que era um bom motivo pra que quando eu aparecesse, eles corressem.

Tive muitos bichos. 
Cachorros e gatos...gatos e cachorros...até ficarem somente os gatos...um...dois...três...de nomes peculiares e características completamente diferentes.

Gatos em casa, mas não eram meus.

A primeira gata que eu tive foi a Vegas….é, eu sei….Felipe quem deu o nome pra bichinha...e nem lembro de onde ela surgiu nas nossas vidas. Sei que a Vegas era uma siamesa linda, vesga pra variar….e ela pariu em cima da minha cama, as 00h00 o primeiro filhote e as 05h00 o último, sendo que um deles nasceu morto. Os outros 4 vingaram e ficaram lá.
Quem disse que gata quando vai parir procura lugar escondido?? Errou...Errou feio...errou rude. Ela pariu na minha cama, me acordou pra pedir ajuda e foi a coisa mais linda.

Dos 4 ficou 1...o Chico, vulgo Francisco (sim, eu sei, deveria ser o contrário).
Chico era o mais feinho, mas tão bonitinho (vai entender).
E era meu até ele mesmo escolher a minha mãe e a casa dela pra morar...e mudou-se, um jovem rebelde sem causa, nunca mais voltou.

Depois de um tempo a Vegas morreu….tem gente que ainda faz maldade com os bichos e eu não tinha a casa telada.

Adotamos a Brook.
Felipe adora escolher nomes estranhos.

Pulguenta que só. Mas linda, desde filhote era foi linda. Miúda e linda. Meu Deus que gata linda.
A Brook sofreu uma tentativa de assassinato em 2010, quando ela tinha menos de um ano...jogaram veneno no quintal de casa e ela foi achada pela minha irmã e levada as pressas pro veterinário.
Quando cheguei, ela ainda tremia por dentro e por fora, mas já estava fora de perigo. Passou dias na UTI até voltar pra casa com sequelas, sequelas comportamentais. Ela é perfeita, mas ficou muito arisca, muito brava, muito louca – ela avança “do nada” e morde, arranha quando dá na telha. Mas continua linda. Nunca vi uma gata tão linda.
Esse ano ela completará 8 anos...mas eu casei e não levei pra nova casa….eu sei que ela sumiria, não é do tipo que se adapta a mudanças e eu prefiro visitá-la do que perdê-la.
De mais a mais, ela está sob os cuidados da vó...rs

Daí eu casei e mudei, né? Pois é...na nova casa tinha papagaio e cachorra….mas e gato??? Ai meu Deus, como eu vivo sem gato???
Passou um...passou dois...no terceiro mês eu era pura birra: EU QUERO UM GATO!!!

E lá foi meu bendito marido satisfazer minha criancice….vamos adotar um gato.

Voltamos com dois.

Mas eu explico. Voltamos com dois porque eu queria um e a Sophia queria outro. Eu não ia dividir meu gato! Mais uma prova da minha maturidade.

Foi amor a primeira vista... sim, eu olhei pra outros gatos, mas ele me encantou...todo sarnento, todo bichado, micose e raquítico….era ele.

Nome pra ficha de adoção? Sei lá...Snape….(as coisas não são eternas, nem nomes na ficha de adoção).

Fomos pra casa com o Snape e a Nora, a gata da Sophia.

Snape é um frajolinha e me deu muito trabalho. Teve hora que achei que ele não ia aguentar...Magro demais, feio demais, cheirava galinha e tinha micose, sarna, rabo quebrado, pneumonia….meu pai eterno dos gatos resgatados, coitado desse ser!

Médico, remédio, colo, pomada, spray, colo, costas (um gato papagaio vamos por assim dizer).
E ele foi indo….

De Snape passou a Somália (mas esse eu não deixei)...de quase Somália para ...Gatito….só Gatito.

Gatito hoje tem uma energia de fazer inveja….pula, corre, salta, pula de novo, come como um esganado, azucrina a Nora, azucrina a Kelly (a cachorra), azucrina o papagaio…

Não pára quieto um minuto, mas é lindo.

Ele me olha com tanta gratidão...daqueles olhares que a gente se emociona e quase ouve ele dizendo: obrigado, minha humana...se não fosse você….

Pra dormir??? Grudado comigo, mas grudado mesmo, na minha cara, dividindo travesseiro comigo.

Onde eu vou, ele vai atras. Se subo, ele sobe. Se desço, ele desce. Pro quarto...lá está ele...na cozinha, acho que eu vi um Gatito...é impressionante o amor que ele demonstra por mim e eu?? Eu sou apaixonada por essa criatura.

Eu ainda esbudego, aperto, viro de barriga pra cima...ele acha ruim, me morde, sai correndo, volta e, alucinado, espera mais e mais e mais essa brincadeira.

Se eu realmente gosto de gatos??

Rs...acho que sim, só um pouquinho.






A gata mais gata que eu já vi...Brook

Meu papagato filhote

Gatito meu

a monocromática Nora

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A fuga do papagaio

Frequento essa casa onde moro, depois que casei, há quase 4 anos e desde o incio fui apresentada ao Bruce - o papagaio.

Tentei de tudo pra fazer o bichinho gostar de mim, conversei com ele, cantei, assoviei, arrisquei um carinho, mas o penoso é muito arredio comigo e sempre me botou medo.

Todo mundo sempre brincou dizendo que ele era bonzinho, eu que era a má....sei sei...

Nesse tempo todo, nunca consegui estreitar os laços de amizade com ele....não sei, de verdade, por que ele não gosta de mim.

Enfim....eu preferiria que ele estivesse solto, livre dessa gaiola, mas ele foi resgatado machucado pelo povo daqui e não consegue mais ser inserido na vida selvagem.

Está aqui, há anos convivendo com todos, menos comigo.

A sogra viajou, o marido trabalhando e eu em casa cuidando dos afazeres. Percebi que o bicho tava sem água e sem comida e pensei: poxa, você cuida dos gatos e da cachorra, não vai cuidar de um papagaio?? Não, né Márcia Resk?! Você é uma mulher ou um saco de batatas??
Vai lá, coragem pra trocar a agua e alimentar o garotão. Afinal, quem pode mais? Você ou ele?

Ok, Ok.....confesso que cobri meu braço todo com um pano de chão antes de enfiá-lo dentro da gaiola.

Abri com cuidado e ele me olhando do cantinho. Peguei o pote de água...uhuullll! 

Consegui. 

Agora vamos pegar o pote de comida. Abri novamente e....PQP!!!! O papagaio fugiu!!!!

O filho da mãe passou pelo vão e foi parar no beiral da escada, do lado contrário da grande onde exatamente eu não tinha como alcançar.

Bruce não...por favor, não voa.....fica aí.

Os dois gatos ficaram em posição, o gato vizinho subiu no muro e os olhos brilhavam, a cachorra só queria cheirar e fazer farra....nunca que esse papagaio fugiu! Uns poucos minutos de liberdade e estavam todos em polvorosa.

Peguei o pano pra tentar jogar nele e evitar que ele voasse.

Sem posição, fui "empurrando" ele pelo beiral até ter uma chance de jogar o pano.

Ele andou um pouco pro lado, tava dando certo....os gatos cada vez mais ouriçados....daí a cachorra chegou perto demais pra cheirar e ele abriu as asas gritando pronto pra assumir o voo da fuga perfeita e eu sem saber o que fazer, joguei o pano e....errei.

Ele foi voar e eu agarrei ele, que imediatamente gritou e me bicou.....não pensei em mais nada além daquela dor fdp e gritei  mais alto que ele......gritei como um papagaio alfa....ele assustou e parou por um segundo de me bicar, eu continuei gritando e ele voltou ao seu bico assassino....

A distância de onde eu tava até a gaiola dele parecia a da ponte Rio-Niterói...não chegava nunca naquela porra de gaiola e eu gritando e sendo bicada.... joguei o papagaio lá dentro fechando com toda minha ira e dor.

Não,eu não feri o bicho...ELE me feriu. Minha mão tava banhada em sangue, minhas pernas tremendo e minha dignidade....nem sei onde foi parar.

Eu ria e chorava ao mesmo tempo, xinguei todas as gerações papagaísticas e jurei que nunca mais abriria aquela porta, nem pra colocar um grão de milho.

Quem pode mais?Eu ou o papagaio??

Claro que ele.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O pão

Quando a gente passa a vida conquistando, mesmo que suado, o seu próprio espaço, sua liberdade de ir e vir, sua liberdade financeira...e difícil aceitar que isso deixe de existir, mesmo que temporariamente.

Não se trata de orgulho, ou se trata...mas acho que mais do que orgulho ferido, a questão passa por uma frustração, alguns arrependimentos de não ter se precavido mais, algumas desilusões de que "isso nunca vai acontecer comigo..."

Vai alem do ego, passa pela construção da sua vida toda e quando você olha pra trás, nem tão longe assim, é estranho.... vêm questionamentos, vêm duvidas, vêm medos.

Quando se e mais velho então...nossinhora....

E quando você ja criou os filhos e cada um tem seu caminho... 

Você acha errado pedir ajuda, você acha desconfortável, não quer incomodar, não quer prejudicar, acha que vai interferir ou vão te chamar de chata, louca, interesseira....

Mas qual nada...você não precisa se sentir assim.....agora e a vez de cá.

É a vez de deixar quem você sempre confortou, te confortar.

É a vez de quem sempre passou no mercado e trouxe leite...trazer o pão.

De quem você penteou os cabelos, trazer o shampoo.

Deixa essas rugas valerem a pena.

Deixa as manchas da pele fazerem alvo o coração ...

A vida passa num espirro, deixa trazerem o descongestionante nasal pra você respirar melhor.

Deixa....?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Que seja leite da onde for

Amamentação é um assunto que vira e mexe vem a tona.

As vezes leio sobre quem critica quem não amamenta.

Gente, deixa eu dizer uma coisa.

Ok pra quem gosta e ok pra quem não gosta.

Ok pra quem amamenta (ou amamentou) e ok pra quem não.

Eu não amamentei. Eu não gostei e dei graças a Deus que meu leite secou por causa da depressão pos parto. Amem! Odiei a experiência. Sou menos mãe por isso? Sou louca? Sou estranha? Sou anormal?

Ok pra mim, então. Porque sempre fui isso e não vou me abalar por rótulos.
Não amamentei porque não aguentava aquela sensação, não achava bonito, não achava magico, e não acho que tive menos vinculo maternal com meu filho. 

Dar mamadeira foi mais prazeroso. Eu ficava tranquila, em paz em dar a mamadeira.
Melhor do que passar nervoso e irritação por ser obrigada a dar o peito. Das vezes que dei, quase enlouqueci. Chorei, puxei cabelo...tudo bem, eu estava sob efeito de depressão, mas cara....hoje eu penso e não senti falta, não me sinto culpada, nem com remorso.

Olho as mães que amamentam e acho bacana, mas não foi pra mim.

Por que raios as pessoas querem sempre se meter onde não são chamadas??


E mesmo que fossem chamadas a dar opinião...ninguém tem receita pra dizer que esta certo...nem errado.

Vamos parar com esse mimimi de criticar os outros e se concentrar em resolver sua vida, seus problemas ou estudar, ou fazer caridade, MAS SEM EXIGIR QUE PENSEM COMO VOCÊ, por favor.